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UMA SÍNTESE - BAUMAN & CHUL RAN

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A prisão invisível do Eu: como a modernidade líquida de Bauman desaguou no burnout de Byung-Chul Han Há uma linha de continuidade particularmente fecunda entre o diagnóstico da modernidade líquida, de Zygmunt Bauman, e a análise da sociedade do desempenho, de Byung-Chul Han. Embora pertençam a gerações e tradições intelectuais distintas, ambos procuram compreender um paradoxo decisivo do nosso tempo: quanto mais o indivíduo contemporâneo se acredita livre, mais parece submetido a formas invisíveis de insegurança, cobrança e controle. Em Bauman, encontramos a dissolução das estruturas que ofereciam estabilidade à existência; em Han, observamos o passo seguinte: o indivíduo, aparentemente libertado dessas estruturas, transforma-se em seu próprio vigilante, patrão e explorador. Da solidez à liquidez Bauman utiliza a metáfora da liquidez para explicar a condição humana ao longo da transformação histórica. A modernidade anterior apoiava-se em instituições relativamente sólidas: emprego dura...